Falta mais um guarda para prestar uma boa segurança a Aldeia. Os carros de bois já se encontram muitos velhos, a estalagem do único guarda está a cair, a farda perdeu a cor original e já tem buracos com dez centímetros de diâmetro, as balas da muita velha arma acabaram depois do ultimo tiroteio com os pombos que fazem cocós na Praça. O sindicalista e guarda António Ramos disse-me: "todas estas carências se reflectem na segurança dos cidadãos", desmentindo assim, o Senhor Presidente da Junta de Freguesia, segundo as quais diz na rádio local todas as segundas-feiras que: "Meu Quintal é uma das aldeias mais seguras da Europa, …de Portugal, … do Minho…de Ponte de Lima, é a aldeia mais segura de Ponte de Lima ". Para o comprovar, o dirigente sindicalista e Guarda andou de noite por algumas zonas mais problemáticas da Aldeia. No final, chegou-se à conclusão que andar sozinho na rua é muito perigoso, aborrecido e cheira mal . Há pessoas que regam, durante a noite, os campos com adubos das suas fossas. Os moradores confessaram sentir-se "muito inseguros com a velocidade das mobyletes na via pública, o Senhor Presidente da Junta deixa sempre a sua viatura em cima do único passeio da aldeia, o excesso de consumo de vinho verde no dia da pega da Vaca, a mercearia do Manel foi assaltada não sabemos quantas vezes, a vaca da Dona Maria do Poço é prostituída em troca de galinhas para ter crias e serem entregas a quem levar as aves. “ Deveriam ser, pelo menos, mais um elemento", diz António Ramos, que também seria dirigente sindicalista, assim, faria-me companhia.
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